DE OLHO NOS RECLAMES

Vamos ver o que os meninos andam fazendo…

A comunicação e o comunicado.

Impressionante a falta de comunicação da Prefeitura de Goiânia…Não sei se é problema de dinheiro, o rolo da licitação que não deslindou ainda ou a tradicional aversão do nosso alcaide à propaganda.

Desde a posse da atual administração, a Prefeitura ocupa espaços na mídia apenas para anunciar que será realizado Mutirão dia tal no bairro tal…E será inaugurado Asfalto tal no setor tal. Mais sem graça do que dançar com a irmã.

Não se vê uma campanha de valorização da cidade, de mobilização da sociedade em torno de um assunto que interesse a todos, ou, até mesmo um esforço de orientação e educação de trânsito, por exemplo, já que a imprensa caiu de pau em cima do tema nos últimos dias.

Acho que eles confundem comunicação com comunicado.

Agosto 31, 2007 Publicado por Roberto Lima | Blogroll | | Sem comentários ainda

SAFRA 2008. VAI FALTAR GENTE BOA!

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Ano que vem teremos campanha e propaganda eleitoral.
De acordo com o Anuário de Mídia, 180 municípios brasileiros (incluindo as 26 capitais) contam com geradoras de TV. Considerando, em média, três candidaturas a prefeito, serão 540 campanhas eleitorais que exigem uma estrutura mais complexa.  Isso sem falar naqueles municípios com mais de 60 mil eleitores, que mesmo não dispondo de geração de TV, necessitam da presença de uma campanha profissionalizada.
Vamos ao que interessa mais de perto: TV e Rádio. Cada campanha exige uma equipe com pelo menos 40 profissionais. E profissionais dos bons. Daqueles que estão dispostos a deixar o couro. Daqueles que pregam no peito o nome do candidato e carregam água no jacá para poder ganhar a eleição. A conta é fácil: 540 x 40 = 21.600 profissionais. É muita gente.
As funções têm seu preço e eles estão em uma tabela virtual, que não existe no papel. Mas há um acordo tácito quanto a esses valores. Então não adianta querer comer caviar a preço de churrasquinho de filé miau.
É preciso contratar desde os coordenadores até ao caboman, passando por jornalistas, publicitários, produtores, motoristas, maquiadores, eletricistas, contra-regra e até mesmo, se for o caso, um tradutor de linguagem de sinais para ficar no cantinho do vídeo.
Dos coordenadores (pelo menos 540) é exigido um perfil multidisciplinar, com compreensão de todas as ciências que formam o composto do Marketing Político: Sociologia, Pesquisas, Ciências Políticas, Psicologia das Massas, Comunicação, Jornalismo, TV, Rádio, Propaganda, Publicidade para citar as mais importantes delas.
Depois, em um organograma imaginário, temos os Editores de Texto, de Jornalismo e de TV, aqueles que fecham os  programas. Profissionais de perfil mais completo que precisam ter um olho no peixe e outro no gato. E que devem pensar e agir politicamente.
Aí chega a vez dos publicitários, dos jornalistas, dos repórteres que botam a cara no vídeo, dos apresentadores, locutores,  especialistas em computação gráfica, editores que fazem os computadores trabalhar. Tem o pessoal do rádio: locutores, repórter, operadores de áudio e mais uma ruma de gente. E como já disse e repito gente de primeira linha.
Ou seja. Pelas minhas contas e pelo que conheço do mercado, vai faltar profissional.
Então aqui vai um aviso aos senhores candidatos: tratem de arregimentar logo seu time, mantê-lo em fogo brando até o início da campanha. Assumam compromissos, que podem ser de prego batido e ponta virada, ou somente batendo o martelo desde que a palavra seja de honra.
Da minha parte estou reunindo gente. Conversando com uns e com outros nas duas pontas: o cliente e a equipe.
Vamos ver no que vai dar.

Agosto 29, 2007 Publicado por Roberto Lima | Blogroll | | 3 Comentários

Lobinho

Ontem estive conversando com pessoas ligadas ao setor gráfico. Todas reclamaram do mercado.
No fim da tarde conversei com gente de produtora de vídeo. Todo mundo reclamou do mercado.
Conversando com contatos de rádio, a reclamação era a mesma: “O mercado está difícil.”
O que me espanta, é que nenhuma providência séria está sendo tomada, como se o mercado não fossemos nós mesmos.
Sobre esse assunto li, outro dia, um artigo do Walter Longo publicado no Portal HSM.  Walter tem anos de estrada e hoje é Consultor de Estratégia do Grupo Newcomm. Seu artigo, “Uma fábula do cotidiano” , conta a história de um cidadão com um pequeno cisto sebáceo (lobinho) nas costas. O cara insistia em dizer que não era nada e um dia aquilo seria absorvido pelo organismo. Mas a coisa só ia piorando. Ora aparecia avermelhado, ora intumescido.  Após muita insistência, o cara foi ao médico e já era tarde, o simples lobinho era um câncer com avançado estado de metástase.
Daí pra frente o Walter faz uma comparação com o mundo da propaganda. Assim como eu e toda a torcida do Curingão, ele acredita que o nosso negócio (o ramo da comunicação e suas cercanias) tem nas costas um tumor em potencial, e que todos nós insistimos em dizer que não é nada. 
Basta a gente olhar em volta para ver que o negócio é mais sério que um simples lobinho.
Aumenta a desatenção dos consumidores que zapeiam a TV com velocidade cada vez maior, deixando para trás nossos brilhantes comerciais.
A crise entre agência e cliente fica cada vez mais acirrada. Uma precisando ganhar mais, o outro querendo pagar menos.
Os veículos de comunicação passam um sufoco medonho. Da Rede Globo à menor estação de rádio do interior de Goiás, todos estão endividados até o pescoço, fazendo das tripas coração, reengenharia, demitindo e brigando para sobreviver.
A remuneração está cada vez mais reduzida e os profissionais insatisfeitos com os salários achatados.
Ou seja a sintomatologia é a de uma coisa complicada para qual nós, assim como o cidadão usado na parábola do Walter Longo, não estamos dando a devida importância, pois a maioria está vendendo o almoço para garantir o jantar.
Um dia virá o diagnóstico sinistro. O mercado está com câncer. E quando essa doença chega, cessa tudo quanto a antiga musa canta. Já vivi um diagnóstico positivo de câncer e sei o quanto dói. Como diz o Chico Buarque: vai da flor da pele ao pó do osso.
É enfrentar ou morrer. Ou seja, não adianta a gente tentar baixar portarias, criar entidades, eleger diretorias de sindicato, pois o processo está instalado e deixou de ser uma questão de legislação ou controle passando a ser uma questão de saúde. Podemos até fazer congressos, debater sobre o assunto, conversar no bar, publicar no blog.  Mas o lobinho continuará crescendo. Atazanando a nossa vida. A única solução é tirar o quisto sebáceo, ou então fortificar nossos organismos com anticorpos suficientes para enfrentar um mal maior.
Walter Longo termina seu artigo com uma consideração que reproduzo na íntegra e que vale para uma reflexão:
“Nossas entidades que representam o setor de propaganda no país deveriam assumir o papel de uma junta médica de especialistas modernos e atuantes, sempre preocupados e comprometidos com o futuro, e não se transformar em conselho de sábios aposentados dormindo sobre as glórias do passado. Só assim vamos ter um lugar reservado na comunicação do futuro. Ou, então, seremos apenas otimistas desavisados que se transformarão, em breve, em mais um grupo de vítimas do critério.”
No popular, isso que dizer: se situa gente… Toma tento negada.
Vamos fazer o seguinte. Deixar nossas vaidades de lado e juntar todo mundo, dos veículos aos corretores de pastinha, para conversar sobre a doença que está comendo nosso organismo. Antes que a gente morra junto com ele. 

Agosto 28, 2007 Publicado por Roberto Lima | Artigos | | 1 Comentário

O Silêncio dos Bons.

Comecei, pelos meus endereços de e-mail uma campanha contra a CPMF.

Inventada em 93 pelo bem intencionado Ministro Adib Jantene a contribuição provisória, apelidada de imposto do cheque, visava socorrer o combalido sistema de saúde do País. No princípio se cobrava 0,2% de cada cheque processado pelos bancos.

Passados 14 anos a alíquota aumentou para 0,38%. A saúde piorou de lá pra cá (é só abrir os jornais). O P de provisória virou P de permanente. A CPMF serve com dedo-duro para a Receita Federal. Arrecadou, ano passado 30 bilhões de reais. E foi incorporada ao caixa do governo, tornando-se indispensável para manter o “espetáculo do crescimento”.

Seu prazo de validade está vencendo e há uma briga de foice instalada no congresso. Parte dos parlamentares, fiéis ao governo, aprova de cara a prorrogação até 2011. Outra parte negocia para que os estados recebam um naco desse grande bolo. E um terceiro grupo quer o fim dessa aberração que é uma tributação dupla. Por exemplo: você paga a gasolina com cheque. Além de pagar todos os impostos embutidos no preço do combustível, ainda morre em 0,38% na hora em que seu cheque é compensado.

Acho que cada um deveria mandar um e-mail para o parlamentar em quem votou dizendo: SE VOCÊ VOTAR PELA CPMF, NÃO VOTO MAIS EM VOCÊ. E cumprir a promessa mostrando que não somos um bando de carneiros.

O  Martin Luther King disse uma vez: O que me preocupa não é o grito dos violentos, nem o barulho dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter ou dos sem-ética. O que me preocupa é o silêncio dos bons.”

P.S. Você encontra o endereço de todos os deputados e senadores nos sites: www.camara.gov.brwww.senado.gov.br. É só clicar e mandar seu protesto. 

Agosto 27, 2007 Publicado por Roberto Lima | Blogroll | | 1 Comentário

A Lenda da Agência Fantasma.

Assim como a lenda dos crocodilos da campanha do Prêmio Jaime Câmara, corre, à boca miúda pelo mercado, a Lenda da Agência Fantasma.

Dizem que foi uma das maiores de Goiânia. Teve uma equipe afinada e ótimos clientes.

Tudo nela era grande, inclusive a ambição. O superfaturamento era sua prática mais comum. A ordem era saquear o cliente no que fosse possível e, por outro lado espremer os funcionários ao máximo. Por isso ninguém parava na tal agência. A equipe rodava mais que bolsinha de rapariga e os clientes entravam e saiam rapidamente. 

Um dia, (como em todas as lendas, há um dia), a agência amanheceu sem anunciantes. De contas, apenas três: a de luz, a de água e a de telefone. 

Corre a informação que existe uma caveira de burro enterrada no local onde funciona a agência. Outros, por pura maldade, dizem que o dono carrega a caveira no bolso por onde anda. Outros, mais radicais, dizem que ele é a própria caveira de burro.

Segundo a lenda, o proprietário da tal agência anda bem pior do que era. Bate a cabeça na parede com mais frequência. Morde os dedos vorazmente. Grita ordens desordenadas a empregados inexistentes. Abre jobs fantasmas de clientes do passado. Sonha com premiações e medalhas que ficaram na sua memória, mas que foram ganhas por outros, embora ele as ostente no peito.

Quem passa pela porta da Agência Fantasma se benze e não deixa de se lembrar da frase: “Podemos enganar alguns por todo tempo, todos por algum tempo, mas não se pode enganar todos por todo tempo.”

Agosto 23, 2007 Publicado por Roberto Lima | Briefing | | 1 Comentário

Fala baixo senão eu grito…

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Os nossos amados clientes estão confundindo mercado com feira.

Quem assiste TV deve ter sempre à mão o controle remoto na hora do intervalo, para baixar o volume. Os comerciais berram nos ouvidos da gente. Retrocedemos uns 30 anos no varejo, isso graças à visão míope dos anunciantes que preferem investir mais em mídia e menos na produção. O resultado são peças toscas, repetitivas, cansativas e alarmantemente acima dos decibéis recomendados pela OMS. A disputa pelo consumidor é uma briga de superlativos absolutos que transforma em um tormento a audiência dos breaks locais.

E, infelizmente, a tendência é piorar.

Com o garrote apertando, as agências e produtoras não têm outra saída senão o velho cartelão e a locução corrida, já que um texto de 60 segundos deve ser lido em 30. Isso sem contar com a incrível semelhança entre todos eles.

Quer saber o nível de fixação da mensagem? Proponho uma pesquisa instantânea, com grupos de consumidores alvos. Se não estiver próximo de zero eu grito.

Agosto 22, 2007 Publicado por Roberto Lima | Briefing | | Sem comentários ainda

In god we trust

O título é sugestão da Rosângela (da Uniart), e o que vamos narrar é mais uma das contradições que fazem a nossa propaganda balançar e não cair.

Nosso bom baiano Nizan Guanaes encheu uma página da Folha de São Paulo, sexta feira, com um anúncio proclamando FÉ EM DEUS, NO BRASIL E PÉ NA TÁBUA, seguido por um texto, de um ufanismo bilaquiano, no qual a certa altura, o autor afirma que “nenhum povo é soberano sem proteger a sua língua, sua cultura e projetar suas marcas no mundo.”  

E por aí vai, defendendo o país com unhas e dentes, em uma atitude até mesmo louvável nesses tempos de desesperança.

Nizan fez o anúncio, para comemorar o sucesso de sua holding, a YPY e estaria tudo bem não fôra o pecado final.

Reparem bem (como diria o baiano) quem assina o reclame: b\ferrazfullpromotion, Hello, NewStyle, Reunion, Sunset Comunicação.

Esses são os nomes das empresas da tal holding (porque não conglomerado?)

Pô meu… Se é pra começar protegendo a nossa língua pátria vamos mudar logo isso. Sugiro (se é que o Nizan aceita sugestões), que os nomes mudem para: b\ferrazpromoçãototal, Alô, Novo Estilo, Reunião e Pôr-do-Sol Comunicação.

Soa meio estranho. Perde bastante glamour. Mas é a nossa pobre e humilde flor do Lácio, a língua mãe sem a qual, segundo o próprio anúncio, um povo não tem soberania.

Ou então, ele aproveita o título que a Rosângela sugeriu e muda o rumo de sua prosa. Fica mais coerente.  

Agosto 20, 2007 Publicado por Roberto Lima | Briefing | | 4 Comentários

Contrato de Risco

Tem um redator no mercado que anda se comportando de maneira, no mínimo, estranha.

Ao ser desligado de uma agência local, e para se vingar de uma possível trama armada contra ele, riscou com um prego a pintura de três carros dos funcionários que ele acreditava fazer parte da turma que derrubou seu serviço…Riscou o carro da moça da mídia, da gerente operacional e de outro redator.

Comportamento arriscado. Se pegam ele no flagra como é que ia ser? Mas ele continua no mercado, fazendo boas peças, correndo atrás de prêmios e com um prego da mão, pronto para arranhar o carro do primeiro desafeto…

Coisa de louco…

Agosto 17, 2007 Publicado por Roberto Lima | Blogroll | | 3 Comentários

…Então dá pra ele!

Sam Walton, fundador do Wal-Mart inventou essa história de que o cliente sempre tem razão…Aliás, ele nem disse exatamente isso. Disse que devemos ter cortesia com o cliente, tratá-lo bem e respeitá-lo. Sob pena de perder esse cliente e nesse sentido seu discurso é bem claro.

Mas amar o cliente é outra coisa. Chega às raias do melodrama e do exagero.

Estou falando disso porque vi um outdoor na rua e fui ao endereço por pura curiosidade. Ou seja, a mensagem funcionou. Parabéns para o criador da peça.

O euamomeucliente.com.br é o site de uma agência. Seria ótimo se não fosse trágico.

Trágico porque sou cético em relação a um amor verdadeiro neste jogo de gata parida em que se transformou nosso mercado, ou mercado de Fortaleza, Recife, Salvador, Vitória, Curitiba e tantos outros fora do eixo São Paulo-Rio-BH…

Brasília não conta por que o que se conta lá é dinheiro.

Com todo respeito à agência detentora do site e da idéia…Mas declarar amor em público, num cartaz seis por nove é mais uma tentativa de aquecer uma relação que se deteriora a cada dia, e só mudará de rumo com uma repactuação de todos os atores envolvidos nesse drama de ódio enrustido.

Duvido que exista amor quando há subserviência. E as agências, em sua maioria são subservientes, pois têm medo de perder e macular a vaidade.

Duvido que exista amor quando o cliente dá um aperto na tabela,  chora por um precinho mais baratinho, chantageia para obter um fee deste tamanhinho.

Amor de verdade é parceria. É via de mão dupla.

Só vou acreditar nesse amor, de fato, quando chegar a ver um cliente, qualquer um, colocar em outdoor: euamominhaagencia.com.br.   

Agosto 15, 2007 Publicado por Roberto Lima | Blogroll | | 3 Comentários

Fora da Lei

Com a prática de fee, remuneração sobre faturamento, abatimento nas comissões, descontos absurdos nos preços e veículos com milhares de corretores nas ruas fazendo qualquer negócio com os clientes, vivemos um clima de fora da lei na propaganda goiana. Se fosse o velho oeste, estaríamos todos enforcados. Aliás, os donos de agência, em sua maioria, estão com a corda no pescoço. Exatamente por não entenderem que, a cada vez que se abaixam diante do cliente, mostram a bunda para o mercado.

Existem mais de 300 agências e eugências de propaganda em Goiânia. Sindicalizadas, cenpadas ou não. Todas elas queimando-se na fogueira das vaidades. Nove fora, aliás, oito fora, as que atenderam contas no Governo Marconi, o resto disputa as migalhas espalhadas pelos clientes, como se fossem pombos famintos atrás de milho.

Existem as exceções, como em toda regra.  O resto está na briga de foice.

Ligue você mesmo para cada uma delas agora e pergunte como estão as coisas. A resposta vai ser a mesma: “O mercado está uma merda”.

Mas vem cá: quem é o mercado? Quais os agentes que formam essa entidade soberana?  Somos nós, publicitários e publiciteiros, são os clientes, os veículos e fornecedores. Se estão todos insatisfeitos porque não resolver de uma vez por todas a questão? E resolver de uma forma simples: con-ver-san-do. É preciso um grande pacto entre os atores dessa comédia bufa que virou a propaganda goiana (aliás, essa situação se repete por grande parte do país). Um pacto sério, respeitando as leis, estabelecendo uma nova ética.

Tudo bem, dane-se a 4.680. Ninguém vai pagar o que ela manda. Mas é preciso estabelecer novos parâmetros. Uma regra única para ser jogada por todos.

ESSE ASSUNTO É LONGO DEMAIS PARA UM POST SÓ. DEPOIS A GENTE SE FALA.

Agosto 15, 2007 Publicado por Roberto Lima | Blogroll | | 1 Comentário