SAFRA 2008. VAI FALTAR GENTE BOA!
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Ano que vem teremos campanha e propaganda eleitoral.
De acordo com o Anuário de Mídia, 180 municípios brasileiros (incluindo as 26 capitais) contam com geradoras de TV. Considerando, em média, três candidaturas a prefeito, serão 540 campanhas eleitorais que exigem uma estrutura mais complexa. Isso sem falar naqueles municípios com mais de 60 mil eleitores, que mesmo não dispondo de geração de TV, necessitam da presença de uma campanha profissionalizada.
Vamos ao que interessa mais de perto: TV e Rádio. Cada campanha exige uma equipe com pelo menos 40 profissionais. E profissionais dos bons. Daqueles que estão dispostos a deixar o couro. Daqueles que pregam no peito o nome do candidato e carregam água no jacá para poder ganhar a eleição. A conta é fácil: 540 x 40 = 21.600 profissionais. É muita gente.
As funções têm seu preço e eles estão em uma tabela virtual, que não existe no papel. Mas há um acordo tácito quanto a esses valores. Então não adianta querer comer caviar a preço de churrasquinho de filé miau.
É preciso contratar desde os coordenadores até ao caboman, passando por jornalistas, publicitários, produtores, motoristas, maquiadores, eletricistas, contra-regra e até mesmo, se for o caso, um tradutor de linguagem de sinais para ficar no cantinho do vídeo.
Dos coordenadores (pelo menos 540) é exigido um perfil multidisciplinar, com compreensão de todas as ciências que formam o composto do Marketing Político: Sociologia, Pesquisas, Ciências Políticas, Psicologia das Massas, Comunicação, Jornalismo, TV, Rádio, Propaganda, Publicidade para citar as mais importantes delas.
Depois, em um organograma imaginário, temos os Editores de Texto, de Jornalismo e de TV, aqueles que fecham os programas. Profissionais de perfil mais completo que precisam ter um olho no peixe e outro no gato. E que devem pensar e agir politicamente.
Aí chega a vez dos publicitários, dos jornalistas, dos repórteres que botam a cara no vídeo, dos apresentadores, locutores, especialistas em computação gráfica, editores que fazem os computadores trabalhar. Tem o pessoal do rádio: locutores, repórter, operadores de áudio e mais uma ruma de gente. E como já disse e repito gente de primeira linha.
Ou seja. Pelas minhas contas e pelo que conheço do mercado, vai faltar profissional.
Então aqui vai um aviso aos senhores candidatos: tratem de arregimentar logo seu time, mantê-lo em fogo brando até o início da campanha. Assumam compromissos, que podem ser de prego batido e ponta virada, ou somente batendo o martelo desde que a palavra seja de honra.
Da minha parte estou reunindo gente. Conversando com uns e com outros nas duas pontas: o cliente e a equipe.
Vamos ver no que vai dar.
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