DE OLHO NOS RECLAMES

Vamos ver o que os meninos andam fazendo…

O consumidor confuso.

Preço é importante, mas o comprador se decide mesmo é por quem o consegue atrair com o melhor apelo publicitário, a propaganda mais bem feita e a melhor capacidade de se comunicar. Essa informação que saiu publicada no site www.mundodomarketing.com.br. reforça a necessidade das empresas de varejo trabalharem mais as suas marcas.

Já havia conversado sobre isso com o Mário Rodrigues, da Grupom, quando falávamos do “apagamento” dos nomes das empresas na cabeça do consumidor. Esse sumiço estaria sendo motivado pelas milhares de promoções que invandem as nossas telinhas aos gritos, com informações que nunca são assimiladas. O que o Mário havia constatado é que, o seu pesquisado externava a vontade de comprar determinado bem de consumo nos próximos meses, mas não sabia dizer o nome da loja de sua preferência para fazer aquela aquisição.

Agora dois estudiosos da matéria -Sérgio Nardi e Paulo Godoy- afirmam baseados em suas pesquisas publicadas no livro Marketing para o varejo de baixa renda (Ed. Novo Século) que as classes C, D e E avaliam o preço dos produtos como o mais importante para decidir a compra, mas no instante da decisão acabam motivadas pela propaganda.

O dado é do estudo que comparou a influência dos 4Ps entre consumidores de 20 a 45 anos, onde o preço atingiu 91,2% da preferência nacional e o aspecto determinante para decisão de compra é o desconto à vista com 34%, valor da prestação 28%, 25% forma de pagamento e apenas 14% próprio preço.

Sérgio Nardi, um dos autores do livro e diretor da Outstretch, empresa especializada em consultoria empresarial, explica que as campanhas promocionais fazem com que a percepção de juros baixos seja confundida com o valor da prestação. A pesquisa revelou também que cerca de 84% dos consumidores com renda mensal inferior a R$1.000 vão em busca de um novo produto. 48% porque o equipamento quebrou e 36% porque estava velho.

Na hora de pagar, mais de 50% dividem em mais parcelas e 45,3%, guardam o dinheiro antes da compra, para pagar uma entrada maior e diminuir o valor das prestações. Os hábitos destes consumidores já representam 87% da população do país, com quase 50% do consumo nacional.

Leia entrevista com os autores do livro Paulo Godoy e Sergio Nardi concedida ao Mundo do Marketing.

Setembro 18, 2007 - Publicado por Roberto Lima | Blogroll | | Sem comentários ainda

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