DE OLHO NOS RECLAMES

Vamos ver o que os meninos andam fazendo…

A AGPP. Vamos tirar do papel.

Recebi do pessoal de Ribeirão Preto o Estatuto Social da Associação dos Profissionais de Propaganda daquela terra.

Tem a base para nós começarmos a tirar do papel a nossa Associação. De cara uma mudança no nome: Associação Goiana dos Profissionais de Propaganda – AGPP. A fórmula APPGo já existe, conforme me observou o Mário do Grupom. É a Associação dos Profissionais de Pesquisa, que desde já estão convidados a juntarem-se a nós nesse barco.

Vamos ver a gente faz uma reunião até o fim do mês para discutirmos democraticamente a base dos Estatutos e começarmos a exercitar o espírito de classe, que parece foi parar em outra freguesia.

Aguardo manifestações.

Outubro 17, 2007 Publicado por Roberto Lima | Briefing | | Sem comentários ainda

APP JÁ! Em defesa da categoria.

As agências de propaganda têm seu Sindicato. Atuante, graças ao Sílvio, ele está sempre atento aos interesses das empresas filiadas ou não.

Na contra-mão, os publicitários (funcionários das agências) nunca tiveram um sindicato para chamar de seu, estão submetidos à organização sindical do SINDICOM que reúne os radialistas, trabalhadores em televisão, vendedores de lista telefônica e outros profissionais ( http://www.sindicomgoias.com.br/quemsomos.php.). É uma distorção que persiste há mais de 35 anos. Pelo que eu me lembre sempre foi assim. 

Existe uma meia explicação para isso (se é possível explicar as coisas pela metade): a grande maioria dos publicitários goianos é formada por também publiciteiros…Ou seja, são donos de suas próprias agências, essas que se proliferam no mercado feito uma praga. Assim, como patrões de si mesmos, não têm interesse em fortalecer a base da categoria.

Estou propondo a criação da ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE PROPAGANDA.

A exemplo do que acontece em outras cidades e estados, a Associação não teria caráter sindicalista e seria um organismo voltado para reunir a classe, promover cursos, debates, treinamento, festas e festivais. A APP estaria aberta a todos aqueles que militam no mercado: donos ou empregados, ligados a agências, produtoras, estúdios e outros braços do trade.

Para tirar a APP do futuro do passado basta uma coisa: a gente sentar e conversar, deixando os egos do lado de fora da sala. Estou pedindo os estatutos da AAP de Ribeirão Preto que neste sábado, dia 6, realizou o seu 17º Encontro(http://www.meioemensagem.com.br

Temos muito o que aprender sobre a união de uma classe historicamente desunida em Goiás.

Contatos pelo e-mail boblima1@gmail.com

Outubro 7, 2007 Publicado por Roberto Lima | Briefing | | 10 Comentários

Dos ladrões de idéia.

Não existe crime pior na propaganda do que o lesa autoria. Para mim é pior do que a chupada. A chupada hoje é desmascarada na hora, graças a toda tecnologia existente

Mas a autoria é difícil de ser comprovada nessa profissão maluca. É questão de honestidade mesmo.

Ora, o profissional elabora uma idéia, pensa, verifica, discute, formula e finalmente encaminha para a produção. Vai daí que por outras circunstâncias perde o contato com aquela peça publicitária. Depois de alguns anos o publicitário fica sabendo que o seu comercial, criado e embalado em sua cabeça, recebeu um prêmio, sem que ao menos a notícia do evento tivesse chegado até ele. E o pior: o prêmio foi registrado e resgatado por um profissional mau caráter que alegou ser o dono da idéia.

Aconteceu comigo hoje.

Conversando com o Barroso Damasceno, amigo das antigas que foi meu chefe na Scala em Fortaleza, recebi a notícia que um comercial que eu havia criado para a Coelce (Companhia de Eletricidade do Ceará) ganhara um prêmio, estando entre os 100 melhores comerciais do século passado. Claro que fique feliz. Feliz até ele completar a informação. Barroso, por qualquer motivo, havia creditado a criação do comercial a um produtor filho da puta, que atravessou o meu caminho e que faço questão de esquecer. Para se ter uma idéia, esse cidadão dentre tantas manifestações de fraqueza de caráter, já havia usurpado uma outra campanha minha e do Jô Fernandes (Diretor de Arte com o qual formei dupla por um tempo). Tal campanha, feita para o Óleo Pimentel, recebeu o prêmio Ivan Curvelo há tempos. Não é que outro dia fui ver a ficha do Prêmio Colunista, no Google, e descobri com surpresa que o nome do caboclo estava lá, feito um encosto ao lado do nome de nossa dupla de criação. Arre égua.

Já devo sido roubado em muitas idéias porque nunca fui muito ligado nesses registros e nem preocupado  com as premiações. Sei que tem gente fissurada nisso, mas prefiro minha parte em dinheiro. Acredito que, se o nosso trabalho criativo for bem elaborado, produzido nos trinques, balançar os corações e fizer as velhas tremerem e as crianças chorarem, até que merece um prêmio e este sempre é bem vindo, como toda e qualquer lambida no ego.

Assisti, certa vez na entrega de um Prêmio Jaime Câmara o desabafo do Carlos Jordão, grande redator e amigo, que chamou de salafrários o donos de duas agências de Goiânia, conhecidos por também se acharem dono de tudo aquilo que era criado em nome das suas empresas. Foi uma cena memorável que lavou a alma de muita gente. Hoje me recordo da cena para lavar a minha alma de novo.

Pena é não existir nenhuma legislação que proteja a criação publicitária. Mas são tantas coisas erradas nessa nossa profissão que mais uma menos uma, não causa susto nem espécie.

Setembro 9, 2007 Publicado por Roberto Lima | Briefing | | Sem comentários ainda

A Lenda da Agência Fantasma.

Assim como a lenda dos crocodilos da campanha do Prêmio Jaime Câmara, corre, à boca miúda pelo mercado, a Lenda da Agência Fantasma.

Dizem que foi uma das maiores de Goiânia. Teve uma equipe afinada e ótimos clientes.

Tudo nela era grande, inclusive a ambição. O superfaturamento era sua prática mais comum. A ordem era saquear o cliente no que fosse possível e, por outro lado espremer os funcionários ao máximo. Por isso ninguém parava na tal agência. A equipe rodava mais que bolsinha de rapariga e os clientes entravam e saiam rapidamente. 

Um dia, (como em todas as lendas, há um dia), a agência amanheceu sem anunciantes. De contas, apenas três: a de luz, a de água e a de telefone. 

Corre a informação que existe uma caveira de burro enterrada no local onde funciona a agência. Outros, por pura maldade, dizem que o dono carrega a caveira no bolso por onde anda. Outros, mais radicais, dizem que ele é a própria caveira de burro.

Segundo a lenda, o proprietário da tal agência anda bem pior do que era. Bate a cabeça na parede com mais frequência. Morde os dedos vorazmente. Grita ordens desordenadas a empregados inexistentes. Abre jobs fantasmas de clientes do passado. Sonha com premiações e medalhas que ficaram na sua memória, mas que foram ganhas por outros, embora ele as ostente no peito.

Quem passa pela porta da Agência Fantasma se benze e não deixa de se lembrar da frase: “Podemos enganar alguns por todo tempo, todos por algum tempo, mas não se pode enganar todos por todo tempo.”

Agosto 23, 2007 Publicado por Roberto Lima | Briefing | | 1 Comentário

Fala baixo senão eu grito…

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Os nossos amados clientes estão confundindo mercado com feira.

Quem assiste TV deve ter sempre à mão o controle remoto na hora do intervalo, para baixar o volume. Os comerciais berram nos ouvidos da gente. Retrocedemos uns 30 anos no varejo, isso graças à visão míope dos anunciantes que preferem investir mais em mídia e menos na produção. O resultado são peças toscas, repetitivas, cansativas e alarmantemente acima dos decibéis recomendados pela OMS. A disputa pelo consumidor é uma briga de superlativos absolutos que transforma em um tormento a audiência dos breaks locais.

E, infelizmente, a tendência é piorar.

Com o garrote apertando, as agências e produtoras não têm outra saída senão o velho cartelão e a locução corrida, já que um texto de 60 segundos deve ser lido em 30. Isso sem contar com a incrível semelhança entre todos eles.

Quer saber o nível de fixação da mensagem? Proponho uma pesquisa instantânea, com grupos de consumidores alvos. Se não estiver próximo de zero eu grito.

Agosto 22, 2007 Publicado por Roberto Lima | Briefing | | Sem comentários ainda

In god we trust

O título é sugestão da Rosângela (da Uniart), e o que vamos narrar é mais uma das contradições que fazem a nossa propaganda balançar e não cair.

Nosso bom baiano Nizan Guanaes encheu uma página da Folha de São Paulo, sexta feira, com um anúncio proclamando FÉ EM DEUS, NO BRASIL E PÉ NA TÁBUA, seguido por um texto, de um ufanismo bilaquiano, no qual a certa altura, o autor afirma que “nenhum povo é soberano sem proteger a sua língua, sua cultura e projetar suas marcas no mundo.”  

E por aí vai, defendendo o país com unhas e dentes, em uma atitude até mesmo louvável nesses tempos de desesperança.

Nizan fez o anúncio, para comemorar o sucesso de sua holding, a YPY e estaria tudo bem não fôra o pecado final.

Reparem bem (como diria o baiano) quem assina o reclame: b\ferrazfullpromotion, Hello, NewStyle, Reunion, Sunset Comunicação.

Esses são os nomes das empresas da tal holding (porque não conglomerado?)

Pô meu… Se é pra começar protegendo a nossa língua pátria vamos mudar logo isso. Sugiro (se é que o Nizan aceita sugestões), que os nomes mudem para: b\ferrazpromoçãototal, Alô, Novo Estilo, Reunião e Pôr-do-Sol Comunicação.

Soa meio estranho. Perde bastante glamour. Mas é a nossa pobre e humilde flor do Lácio, a língua mãe sem a qual, segundo o próprio anúncio, um povo não tem soberania.

Ou então, ele aproveita o título que a Rosângela sugeriu e muda o rumo de sua prosa. Fica mais coerente.  

Agosto 20, 2007 Publicado por Roberto Lima | Briefing | | 4 Comentários